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  • Há mais de 2.500 anos existia um reino entre a India e o Nepal chamado Shakya.
    Uma vez Maya, a rainha ficou grávida e o prenúncio de que seu filho seria prodigioso: Ele seria um imperador universal se vivesse no palácio de seu pai, ou um asceta se renunciasse ao trono.
    O rei, Shuddhodana,começou a se preocupar; ele queria um grande imperador para sucedê-lo e não um asceta.
    Maya seguiu a tradição e viajou para a casa de seus pais em Kapilavastu, para ter seu filho lá.
    O menino nasceu perto daquela cidade, nos jardins de Lumbini. Ele deu sete passos na direçao de cada ponto cardeal e lótus desabrocharam nos lugares pisados. Caiu uma chuva de néctar doce e seres celestiais apareceram para proclamar o nascimento do menino.
    Por causa desses acontecimentos ele recebeu o nome de Siddhartha Gautama: "Aquele da família Gautama que realiza suas metas.
    Maya faleceu e o menino passou a ser cuidado por sua tia.
    Aos 16 anos, Siddhartha casou-se com Yashodhara. Aos 24, conseguiu convencer seu pai de que já era o momento de conhecer o mundo (ele nunca tinha saído do palácio).
    Seu pai tentou evitar, mas Siddhartha acabou encontrando um velho, um doente, um morto e um asceta. Revoltado com todo aquele sofrimento,
    discutiu com seu pai e fugiu.
    Siddhartha despediu-se de sua mulher e seu filho.
    Apesar de estar cheio de afeição pela esposa e pelo filho, ele nao hesitou em deixar seu palácio para buscar o caminho da prática espiritual.
    Siddharta foi para a floresta.
    "Enquanto as pessoas não são afetadas pela doença, velhice ou morte, elas não pensam sobre essas coisas. Eu preciso agora encontrar o caminho para acabar com a fonte desse sofrimento."
    Como símbolo de sua renúncia ele cortou seus longos cabelos com uma espada.
    Siddhartha tornou-se um asceta. Durante seis anos ele foi acompanhado por mais cinco ascetas. Quando percebeu que esse estilo de vida não traria os resultados que procurava, ele abandonou o ascetismo.
    Subitamente, ele compreendeu que a vida palaciana e a vida ascética são dois extremos; o ideal é seguir um caminho intermediário, o caminho do meio.
    Após recuperar a saúde, Siddhartha foi para a região de Bodh Gaya, onde seres do passado atingiram o despertar. Enão, ele sentou-se em postura de meditação sob uma figueira, jurando para si mesmo que só levantaria após atingir a iluminação.
    Raios de luz emanaram de Siddharta, chamando a atenção de Mara, o demônio.
    Mara mandou suas belíssimas filhas distraírem a concentração de Siddharta, mas nao conseguiram.
    Então, Mara mandou outros demônios para assustá-lo, mas eles fugiram de medo !
    Por último Mara, jogou flechas e pedras de fogo que se tranformaram em pétalas e faíscas. Mara cheia de ódio se retirou; Siddharta continuou a meditar.
    Siddharta atingiu a iluminação! Aos trinta anos, ele obteve a compreensão do sofrimento, de sua causa, de sua extinção, e do meio para extingui-lo.
    Ele conseguiu alcançar o Bodhi, a iluminação, e passou a ser chamado de Buddha, o Desperto, o Iluminado.
    O Buddha decidiu ensinar o caminho.
    Depois de 49 dias de meditação, ele sentiu uma grande compaixão por todos os seres e passou a ensinar o Dharma, o caminho do despertar.
    Shakyamuni, o sábio dos Shakyas, passou a viajar pelo vale do Ganges, e dar ensinamentos a todas as pessoas, de todas as castas.
    Aos 80 anos buddha alcançou o nirvana final.
    Depois de dar suas instruções finais, o Buddha Shakyamuni entrou num estado de profunda meditação e alcançou o parinirvana; a liberação final, a paz absoluta.
    Não cometer qualquer má ação,
    Sempre pratica o bem,
    Purificar a própia mente:
    Este é o ensinamento de Buddha.